segunda-feira, 2 de junho de 2008

Uluatu

Uluatu ‘e o nome de um templo virado para o risco do mar onde o sol se poe quando quer ir dormir. Nao vivem l’a monges, pelo menos que eu os tivesse visto, mas mal se consegue circular entre os macacos, que o habitam “as centenas.

Um deles, o atrevido, ao ver brilhar um brinco na minha orelha, decidiu vingar-se do meu abuso de fotografa amadora e, espantado com tanta desfa,catez, lan,ca a mao aos meus cabelos e ao brinco, at’e que mos arrancou. Os cabelos e o brinco, claro.

Fiquei atordoada, mas por pouco tempo. Ao meu lado, uma mulher franzina estendeu-me numa mao a solucao  -  um saco de plastico com banana seca  -  e na outra, aberta, um pedido de dinheiro.

O velho macaco, ao ver a banana, logo se esqueceu do brinco, que deitou para o chao, partido em dois e ainda agarrado ao molho de cabelo. A mulher, num gesto que nem eu nem o macaco conseguimos ver, logo recuperou o saco de plastico e recebeu o dinheiro. E eu, ainda que com menos rapidez, recuperei o brinco e dei o dinheiro a quem o merecia.

J’a percebeste agora, minha princesa, porque ‘e que o homo sapiens nao ‘e um macaco?

 

 

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