Ó linda, só agora!
Têm sido uns dias valentes, daqueles que definem os nosso pequenos mundos. Mas vamos por partes.
O fim-de-semana foi normal, mas com muitas e boas razões para se estar bem disposto. Primeiro, tu estás por aí, presente, depois, a R esteve cá e portou-se lindamente, como convém, e nós, nós estivemos bem, a trabalhar muito. No escritório houve um problema que foi prontamente resolvido e ninguém deu pela falha, o que também é conveniente. E termino a rimar.
Depois, depois é foi o caos. Nunca tinha tido uma segunda-feira tão interessante em termos de trabalho. Imagina que lá na chafarica, o meu ofício se possa representar através de uma pirâmide invertida. E agora imagina que o vértice inferior se desmorona sem reparação. Não dá para imaginar. Só estando presente. Pois foi, eu estava presente e cabia-me a mim a respondabilidade de refazer a pirâmide. E pensei "foi para estes momentos que, no fundo, sempre me preparei. De que serve imaginar o desastre se ele nunca se materializa?" Pois agarrei o dito pelas pontas e, às quatro da manhã já tinha os polígonos dos alicerces refeitos, ajustados e fixos. Assumi a transparência e fui, tal como ensinam os livros, informando a navegação dos procedimentos, numa tentativa de transportar a consciencia colectiva para o meu canto. O que nem sempre é boa política para gente que não está habituada à candura. Mas assumi. Na terça, três-quartos estavam feitos e já saí mais cedo (oito), ainda um pouco ansioso porque me faltava um pormenor que não estava a descortinar. Andei a recolher opiniões, a raciocinar e fui descansar mais.. digamos, descansado. E assim foi porque hoje, ainda não eram nove da manhã e já tinha o bicho completamente domado. É certo que existiram alguns danos colaterais, por estar a trabalhar sob pressão e ter que atender às pessoas que vinham com os seus problemas, mas julgo que todos compreendem e, além disso, não houve nada de transcendental. Acho que, no todo, estou melhor do que estava à dois dias atrás. E que reforcei o que tinha para reforçar.
Ainda não terminou mas porque agora posso acrescentar coisas boas, bem feitas e claras. Ou seja, converter a pirâmide num paralelogramo. E não há como impedí-lo, pois não há regresso. É como se o desastre tivesse sido a melhor coisa que me aconteceu em termos profissionais...
Amanhã vem cá a maralha toda jantar e vai se uma festa. Depois conto-te como foi, assim que decidir o que vou fazer para o jantar.
Tenho pensado a melhor forma de abordar este tema do blogue. E tenho umas ideias que ainda não materializei, mas que penso virem a dar bons resultados.
Tenho saudades tuas. Espero que o inverno austral te faça morena e bonita.
Um beijo muito bom e grande.
J
quarta-feira, 4 de junho de 2008
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