Escrevo para aqui pela primeira vez, num teclado estranho, que por vezes nao preve a existencia de palavras tonicas.
Tenho escrito umas coisas. As que estão no computador, um dia virao para aqui tambem. As que estão à mão, são cartas à minha neta, onde me transformo num ser ainda mais pequenino. Quem sabe o que lhes farei!
Tenho lido muito, comido pouca carne e pouco peixe, aproveitado os benefícios da solidão transitória. Tenho caminhado a pé, ido nadar em águas calmas e quentes, apanhado sol, entrado em algumas aventuras.
Tenho pensado muito sobre a chamada civilização e sobre os magotes de gente civilizada que andam por aqui a ver se pescam alguma coisa numa imaginada/sonhada rede electrónica.
Sinto-me perto de coisas que me cheiram bem, apesar de cheirarem muito mal.
Agora,
Estou a ouvir música e a trabalhar numa casa enorme, muito velha, com 4,5m de pé direito, pintada de branco e azul turquesa. Do lado direito tenho o mar e os pescadores, que acham graça a lagostins furiosos. Muitas tendas de realojados, roupa estendida, poças de água que servem para tudo. Há um rato e uma osga que por vezes nos fazem companhia. Há muita gente ansiosa por saber e mudar e muitos mais que dizem que ninguém quer saber nem mudar. Os segundos vão vencendo, claro... para seu próprio benefício e auto-justificação.
I
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